Alexandre Siciliano Borges, sócio-gestor da área Tributária, fala sobre a expectativa do mercado de advocacia para o ano de 2017

24 . janeiro . 2017 |

O sócio-gestor da área Tributária, Alexandre Siciliano Borges, falou sobre a expectativa do mercado de advocacia para o ano de 2017. Leia a matéria publicada na segunda (23), no portal JOTA:

Escritórios ajustaram práticas para enfrentar crise
Para Lobo & de Rizzo, mercado de advocacia foi bem-sucedido neste movimento

Por Luís Viviani

Na visão de Alexandre Siciliano Borges, sócio-gestor da área tributária do Lobo & de Rizzo Advogados, o mercado da advocacia se saiu bem ao longo do ano passado porque se preparou para atendimentos mais comuns em períodos de crise.

“O mercado de advocacia foi bem–sucedido ao se preparar para a crise, ajustando suas práticas para atender também casos decorrentes desse cenário, como reestruturação de dívida, desinvestimentos, compliance, recuperações judiciais e arbitragens. Esse movimento bem–sucedido de adaptação denota um mercado atento aos nossos tempos, bem como capacitado para atender as novas demandas de seus clientes.”, explicou.

Para ele, com esse movimento, a advocacia vem se caracterizando como um “um importante elemento, uma plataforma segura e facilitadora para um ambiente de negócios ativo e amadurecido”.

Para 2017, na visão do advogado, as apostas de crescimento são as áreas de tributário, contencioso e M&A.

Leia a íntegra da avaliação sobre o ano de 2016 e as perspectivas para 2017:

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2016?
Em 2016, continuamos a experimentar o crescimento das áreas que se destacaram em 2015, especialmente contencioso cível, regulatório, reestruturação de dívida e tributário. Com o passar dos meses, sentimos a aceleração do mercado de M&A, o que acabou por se refletir na boa atuação da área no final do ano. A atuação em financeiro e captações foi sensivelmente incrementada com a chegada de Milton Pinatti, nosso novo sócio.

Quais áreas tiveram retração em 2016?
A retração que sentimos em 2015, nas áreas de mercado de capitais e imobiliário, fez com que ajustássemos nossas expectativas para 2016 para não ter surpresas. O desempenho foi satisfatório de modo geral, mesmo em áreas que sofreram com a saída de integrantes e que passaram por uma reestruturação interna, como nossa área trabalhista.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?
Não tivemos surpresas negativas, mas fomos positivamente surpreendidos pela grande movimentação em M&A. Esperávamos uma recuperação, mas não tão rápida e nem tão acentuada.

Quais as grandes vitórias da banca em 2016? E quais as derrotas mais sentidas?
Antes de 2016, nos preparamos para um ano mais difícil do que na verdade aconteceu. No decorrer do ano, tivemos transações expressivas na área de M&A, como por exemplo a aquisição da Vale Fertilizantes pela Mosaic, e recebemos dois excelentes novos sócios em contratações laterais, o que aumentou nossa participação no mercado no Rio de Janeiro e em São Paulo, na área financeira e de infraestrutura.

Qual a maior frustração de 2016?
Apesar do recrudescimento da crise econômica e dos nunca imaginados eventos que testemunhamos na política brasileira, o que, por certo, nos frustra, continuamos a exercer a advocacia com ética e sucesso. As frustrações continuam extramuros.

O que esperavam que aconteceria este ano que na prática não se concretizou?
Esperávamos que, ao longo do ano, houvesse uma inflexão positiva na resolução das crises econômica e política, o que permitiria a retomada do crescimento econômico. Infelizmente, isso não aconteceu em 2016 e aparentemente não acontecerá em 2017.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2017?
Esperamos continuar a experimentar o crescimento em tributário, contencioso e M&A.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia para 2017 em um contexto de tanta instabilidade política e econômica?
O mercado de advocacia foi bem–sucedido ao se preparar para a crise, ajustando suas práticas para atender também casos decorrentes desse cenário, como reestruturação de dívida, desinvestimentos, compliance, recuperações judiciais e arbitragens. Esse movimento bem–sucedido de adaptação denota um mercado atento aos nossos tempos, bem como capacitado para atender as novas demandas de seus clientes. Entendemos que a advocacia será cada vez mais percebida como um importante elemento, uma plataforma segura e facilitadora para um ambiente de negócios ativo e amadurecido.

A atuação da Justiça em relação a empresas, como visto na Lava Jato e na Zelotes, abre espaço para um trabalho diferenciado de advogado?
Sim, a Lava Jato e a Zelotes indicam aos mercados que não existem mais atalhos e que advogados parceiros de seus clientes são aqueles que exercem a sua função com responsabilidade e que buscam as soluções em atenção aos princípios que norteiam a advocacia. Deve diminuir consideravelmente o espaço para aqueles que atuam em outras bases. A Lava Jato e a Zelotes vão valorizar a advocacia exercida de forma digna e correta e indicar ao mercado que só há uma regra no jogo e que todos devem jogar sob essa regra.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2017?
A percepção positiva do Judiciário tem aumentado muito, sobretudo pelo público em geral, que acompanha os desdobramentos da crise política de perto. Esperamos agora que o Judiciário seja cada vez mais ágil em resolver, com imparcialidade e técnica apuradas, os problemas levados até ele, dos mais complexos aos mais simples, e que isso ocorra de forma cada vez mais uniforme pelas diversas jurisdições, sobretudo as estaduais.

Se 2016 foi o ano da lei anticorrupção, que lei será o destaque no ano que vem?
Muito mais um desejo do que uma aposta, esperamos que seja o ano da reforma fiscal, da reforma trabalhista e da reforma política.

Raio-x do escritório
Crescimento: 20% aproximadamente
Número de sócios: 18
Número de advogados: 126


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