JOTA: Rodrigo Delboni Teixeira fala sobre o mercado jurídico em 2018 e as expectativas para 2019

28 . janeiro . 2019 |

Em entrevista especial ao JOTA, o sócio-diretor Rodrigo Delboni Teixeira fez um balanço sobre o mercado jurídico em 2018 e falou sobre as expectativas para 2019, que promete maior crescimento especialmente nas áreas de Infraestrutura, Mercados Financeiro e de Capitais e Fusões e Aquisições. Leia a matéria completa:

‘Esperávamos que a economia já desse maiores sinais de recuperação’

Para Rodrigo Delboni Teixeira, do Lobo de Rizzo, disputa eleitoral acabou impedindo melhora significativa na economia

A economia em 2018 não correspondeu às expectativas de Rodrigo Delboni Teixeira, sócio-diretor do Lobo de Rizzo Advogados. “Esperávamos que ela já desse maiores sinais de recuperação, mas acreditamos que o acirrado cenário de disputa eleitoral acabou impedindo esta melhora mais significativa”, afirma.

De qualquer maneira, o ano foi positivo para as áreas tributária, trabalhista e contenciosa. “A área tributária é sempre bastante ativa, dada a complexidade de nosso sistema tributário, e sempre tem temas importantes na pauta de nossos clientes, como, por exemplo, transfer pricing”, avalia.

A área trabalhista também foi bastante demandada devido à vigência da reforma e sua aplicação pelos clientes e pelo Judiciário. “Por sua vez, a área contenciosa tende a ver o trabalho aumentar em cenários de pouco crescimento/recessão, dada a quantidade de empresas em dificuldades financeiras”, diz Delboni Teixeira.

As expectativas para 2019 são boas para o mercado de advocacia. “Há sinais de um maior crescimento econômico em 2019 e áreas de negócios — Infraestrutura, Mercados Financeiro e de Capitais  e Fusões e Aquisições — devem ter bastante demandas, o que, por si só, já deve elevar o trabalho das áreas Tributária, Contenciosa, Trabalhista e Ambiental”, analisa.

 

Leia entrevista completa com o sócio do Lobo de Rizzo.

 

Quais áreas registraram crescimento e quais tiveram retração em 2018?

Notamos um crescimento maior nas áreas tributária, trabalhista e contenciosa. Não tivemos especificamente um recuo em nossas outras áreas, embora algumas práticas, como Fusões e Aquisições, tenham se mantido estáveis.

 

Os movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?

Os movimentos não foram surpresa para nós. A área tributária é sempre bastante ativa, dada a complexidade de nosso sistema tributário, e sempre tem temas importantes na pauta de nossos clientes (como, por exemplo, transfer pricing).

A área trabalhista foi bastante demandada em razão da vigência da reforma trabalhista e sua aplicação pelos clientes e pelo Judiciário. Por sua vez, a área contenciosa tende a ver o trabalho aumentar em cenários de pouco crescimento/recessão, dada a quantidade de empresas em dificuldades financeiras.

Quanto à área de Fusões e Aquisições, a estabilidade também não foi surpresa, por se tratar de um ano eleitoral, em que vários negócios ficam em compasso de espera do resultados das eleições e acabam postergados.

 

Quais as grandes vitórias da banca em 2018 tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo? E quais as derrotas mais sentidas?

Não comentamos casos específicos de clientes.

 

O que esperava que aconteceria neste ano que na prática não se concretizou?

Esperávamos que a economia já desse maiores sinais de recuperação, mas acreditamos que o acirrado cenário de disputa eleitoral acabou impedindo esta melhora mais significativa.

 

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2019?

Primeiramente, o escritório tem apostado em diversificar e ampliar sua oferta de serviços aos clientes. Neste ano, contratamos 5 novos sócios e crescemos significativamente nosso quadro de advogados.

Com a chegada de novos sócios, ampliamos nossa oferta de serviços em áreas como Infraestrutura, Companhias Abertas, Propriedade Intelectual (Patentes) e Ambiental. Acreditamos que áreas como Infraestrutura e Mercados Financeiro e de Capitais devem ter bastante demanda em 2019, bem como a área de Fusões e Aquisições deve ter um número maior de transações.

 

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia em 2019?

As perspectivas são boas para o mercado de advocacia. Há sinais de um maior crescimento econômico em 2019 e áreas de negócios — Infraestrutura, Mercados Financeiro e de Capitais  e Fusões e Aquisições — devem ter bastante demandas, o que, por si só, já deve elevar o trabalho das áreas Tributária, Contenciosa, Trabalhista e Ambiental.

 

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2019?

Esperamos que o Judiciário continue se modernizando para dar mais celeridade aos processos e garantir uma prestação jurisdicional cada mais eficaz.

 

Qual lei o escritório espera que será o grande destaque do próximo ano?

Acreditamos que a Reforma da Previdência tenha grande destaque. Mais do que seu objeto em si, esta reforma poderá ser o sinal de que o país caminha para equilibrar suas contas, o que pode devolver ao Brasil maior segurança e atratividade para receber investimentos estrangeiros.

 

O que o escritório espera do novo governo?

Esperamos que siga na linha que tem indicado de privatização e desestatização de ativos de infraestrutura e serviços não essenciais, enxugamento da máquina pública e respeito à iniciativa privada. Estes podem ser vetores para que o país volte a crescer e gere mais oportunidades para todos (investidores, empresas e empregados).

 

Raio-x do escritório

Crescimento percentual: não divulgamos

Número de sócios: 26

Número de advogados: 93

 

LUÍS VIVIANI – Editor assistente

 

Fonte: JOTA


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