“Para escritórios full service, cenário será estável em 2018”, diz Rodrigo Delboni ao JOTA

29 . janeiro . 2018 |

Nosso sócio-diretor Rodrigo Delboni Teixeira participou do balanço dos escritórios no JOTA. Leia o conteúdo completo:

‘Para escritórios full service, cenário será estável em 2018’
Para Lobo de Rizzo, diversificação é importante para crescer independentemente da instabilidade econômica

Apesar da instabilidade econômica e eventualmente política, escritórios full service devem encontrar um cenário estável para continuar a crescer em 2018. Essa é a avaliação de Rodrigo Delboni Teixeira, sócio-diretor do Lobo de Rizzo Advogados.

“É natural que algumas áreas cresçam e outras sofram um pouco conforme o momento do país”, analisa. “Daí a importância de ter um escritório diversificado e bem estruturado, que consiga crescer e seguir sua trajetória independentemente dessa instabilidade”.

As áreas mais promissoras para o ano, na visão de Teixeira, são a de tributário, contencioso cível, trabalhista e a de infraestrutura.

Quanto ao Judiciário, a esperança é que, além de continuar firme e independente no julgamento dos casos ajuizados, continue o processo de modernização,  o que facilita o trabalho dos advogados.

Leia a íntegra da entrevista com Rodrigo Delboni Teixeira, sócio-diretor do Lobo de Rizzo Advogados.

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2017?

Nossas áreas tributária, regulatória e contenciosa cível têm crescido de forma contínua e sustentável, e contribuído para o faturamento e o crescimento do escritório.

Quais áreas tiveram retração em 2017?

Não tivemos retração em nenhuma área. O mercado de M&A tem oscilado ao longo do ano, mas ainda assim nossa área empresarial apresenta crescimento e continuamos sendo destaque nos rankings específicos.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?

Em um cenário de instabilidade e incerteza econômica, já era esperado que algumas áreas, como tributária e contenciosa cível, ganhassem destaque.

Quais as grandes vitórias da banca em 2017 tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo?  

Tivemos grandes conquistas em relação à organização do escritório. Mesmo em um cenário de instabilidade econômica, aumentamos nosso número de sócios e tivemos promoções internas que valorizaram ainda mais nossos integrantes.

Além disso, também fizemos contratações laterais que agregaram expertise e musculatura ao escritório. Nossa área trabalhista, por exemplo, ganhou um sócio bastante experiente, o que nos permitiu continuar atendendo nossos clientes com excelência e receber novas demandas que vieram após a reforma.

E as derrotas mais sentidas?

Está sendo um ano positivo e não temos nada a reclamar de 2017.

O que esperava que aconteceria neste ano que na prática não se concretizou?

Nós esperávamos que as reformas avançassem com mais celeridade, o que permitiria uma retomada mais rápida do ritmo de crescimento da economia e, consequentemente, da área empresarial.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2018?

Em 2018, teremos um ano de eleições, o que normalmente traz mais incertezas e instabilidades. Acreditamos que teremos um ano em que novamente as áreas tributária e contenciosa cível terão destaque e que as principais demandas da área trabalhista virão agora, com a entrada em vigor da reforma e a efetiva aplicação das novas regras. Além disso, também acreditamos que a área de infraestrutura certamente terá uma retomada em um futuro próximo.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia em 2018 num contexto ainda de instabilidade política e econômica?

Para um escritório full service, como nós, acreditamos que ficará bastante estável. É natural que algumas áreas cresçam e outras sofram um pouco conforme o momento do país. Daí a importância de ter um escritório diversificado e bem estruturado, que consiga crescer e seguir sua trajetória independentemente dessa instabilidade.

Em 2017, vários escritórios apareceram nas delações da JBS sob acusação de emitirem notas falsas e outros advogados foram acusados de intermediar propina por outros delatores. A imagem da advocacia saiu arranhada neste ano?  

Infelizmente, este tipo de situação ocorre em todas as categorias profissionais, não só na advocacia. Ainda assim, há também muitos outros advogados desempenhando papéis éticos e brilhantes nesses casos que estão sob holofote, então, não acreditamos que a imagem do advogado em si saiu arranhada.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2018?

Que continue firme e independente no julgamento dos desafiadores casos que lhe são submetidos e que siga na “onda” da modernização (como, por exemplo, no processo eletrônico), que tanto facilita o trabalho do advogado.

Este foi o ano da reforma trabalhista. E no ano que vem, que lei será o destaque?

Como mencionamos, as leis na área trabalhista ainda terão destaque, acompanhada pelo tributário e contencioso cível. E, quem sabe, possamos ter um cenário econômico positivo que permita também o crescimento robusto das demais áreas.

Raio-x do escritório

Crescimento percentual: não divulgado
Número de sócios: 22 sócios
Número de advogados: 110 advogados

Luís Viviani – São Paulo
Guilherme Pimenta – São Paulo
Fonte: JOTA


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